12 de março de 2010

Desafio: vivendo uma semana sem Google!

Extraído de Baixaki

Estava eu baixando um programa no baixaki, quando vi um painel com as noticias, foi quando vi uma imagem que me chamou atenção:
Sem Google!

Fiquei curioso e logo li o título da postagem: Desafio Baixaki: vivendo uma semana sem Google!
Aí eu fiquei mais curioso ainda pra saber onde isso ia chegar...
Após ler a postagem, decidi que vou topar esse desafio, começando na próxima segunda-feira (15/03).

Aí vai o post!!

O que você faria se não pudesse usar nada da Google por uma semana? Fizemos a experiência e você lê aqui o que aconteceu.
Imagine a seguinte situação: uma das maiores empresas de tecnologia do mundo acabou e todos os seus serviços e aplicativos sumiram do mapa. Esta empresa se chamava Google e todos – todos mesmo – os sites e programas deixaram de existir de uma hora para outra.
Isso aconteceu comigo, pois durante uma semana eu senti na pele o que é não poder usar o buscador, YouTube, Gmail, Orkut, Maps, enfim, tudo o que fosse de propriedade Google estava riscado do meu cotidiano.

O dia fatídico aconteceu em 1° de março, quando fui desafiada a passar uma semana sem Google. No início achei a tarefa simples, afinal no cotidiano da redação os serviços mais usados são o buscador e YouTube, acessado apenas para procurar por vídeos que enriqueçam os textos sobre aplicativos e artigos.


1° dia – Mudanças

O primeiro dia consistiu apenas de adaptações, pois como a Google está tão presente no trabalho, a tarefa mais difícil foi lembrar-se da limitação imposta. A primeira ação tomada após o recebimento do desafio foi trocar o buscador padrão usado no Firefox. Ao invés do Google, comecei a usar o Bing.
Por sorte – ou não – tenho como email pessoal o Hotmail, feito há anos. Logo, o Gmail não faria a menor falta. No entanto, tenho uma conta no email da Google apenas para realizar cadastros em aplicativos e serviços testados para o Baixaki. Isso evita que a caixa de entrada do email pessoal fique lotada de spam, mas no primeiro dia não precisei dela.
YouTube Pode? Não, YouTube não pode.

Por usar o Firefox desde que entrei para a redação, o Google Chrome também não fez falta, exceto quando algum serviço não funcionava na raposa e tive que apelar para o Internet Explorer. 

2° dia – o YouTube

O segundo dia seguia normalmente, pois o Bing estava dando conta do recado e não precisei realizar nenhum cadastro em sites. No entanto, ao precisar fazer um artigo sobre as novidades no Bing Maps, ironicamente, o YouTube precisava ser a fonte dos vídeos necessários para ilustrar melhor a matéria.

Por sorte - ingenuamente pensei -, os desenvolvedores do vídeo o postaram em outro serviço, porém depois de colar o código de compartilhamento no artigo veio a surpresa: o código era do YouTube. Busquei em vários sites de vídeos uma alternativa e nada de encontrar o vídeo.
Usar o YouTube? Não pode.
Então percebi que a tarefa não seria tão fácil como o imaginado. O primeiro “fail” do desafio acabara de acontecer e eu nada poderia fazer, pois o YouTube, querendo ou não, é a melhor fonte de vídeos disponível no país.

Ao longo do período de trabalho outra situação difícil de contornar surgiu: o Google Talk. Ultimamente, tenho usado o comunicador da Google para conversar com minha família e alguns amigos. Ficar longe deles durante esta semana não ia ser fácil.

3° dia – O Google Talk

O terceiro dia não começou bem. Ao chegar à redação e ligar o computador, o Gtalk - que inicia junto ao Windows – mostrou uma mensagem. Minha mãe, que mora em outro estado, me chamando para conversar.
Não consegui
Como mãe é mãe, não poderia deixar de respondê-la e o Gtalk, desde então, se mostrava um serviço difícil de não usar. Ela não usa outros mensageiros e pedir que ela baixasse e instalasse o MSN estava fora de cogitação.
Preciso confessar que não havia percebido o quanto o Gtalk era importante no meu cotidiano, porém fiz de tudo para usá-lo o menos possível.

4° dia – Os Feeds

Como o mundo da tecnologia não para um segundo, manter-se bem informado é fundamental. Uma das formas mais fáceis de obter informação filtrada é com a ajuda de agregadores RSS. Há várias opções de serviços que reúnem notícias, mas não sei por que, uso o Google Reader. Não sei se ele é o melhor ou pior de todos, afinal não tenho experiência com outros leitores.
Nada podia

O que marcou o quarto dia sem Google foi justamente a falta da facilidade que os feeds ali, arrumadinhos, filtrados por categorias, comentados pelos leitores fizeram.  Já estava há três dias sem utilizar o serviço e procurando novidades e notícias pelo Twitter ou acessando os sites em que busco informações. No entanto, foi muito mais trabalhoso e demorado encontrar o que eu queria e a saudade do Google Reader bateu, mas segurei firme a vontade de acessá-lo.

5° dia – A prova final

Na sexta-feira tudo correu normalmente. O último dia de expediente não reservou muitas surpresas, o Bing continuava ali fazendo seu trabalho, o Orkut não fez a menor falta, não precisei acessar o YouTube depois do “fail” com o artigo, apenas o Google Talk e minha mãe não me deixavam. Antes de ir para casa, parei por alguns instantes e fiz uma avaliação de como foi essa semana de trabalho sem nada da Google. O resultado você lê nas conclusões.





Durante o final de semana tento me "desligar" um pouco, por isso, uso menos o computador. No entanto, no sábado uma situação engraçada aconteceu. Visto que havia dado a batalha contra o Gtalk como perdida, pois assumo que não consegui ficar sem ele, a coordenadora de conteúdo me flagrou usando o comunicador.
Passada a vergonha, expliquei para ela a situação e felizmente ela entendeu. O Gtalk foi o único serviço da Google que não consegui deixar de usar, por isso, ele me rendeu um "Epicfail" daqueles.
Não deu, fazer o quê?

Conclusões

Com o fim do desafio foi possível pensar em várias conclusões interessantes sobre a Google e seus serviços:

– Por ser um desafio em que só uma pessoa participa, é difícil banir qualquer ferramenta do cotidiano, pois as outras pessoas continuam a usá-la. Caso a situação hipotética citada no início do texto acontecesse – a Google acabasse -, acredito que seria mais fácil buscar alternativas, tendo em vista que todos os usuários fariam o mesmo;

–Você já ouviu a frase “ninguém é insubstituível”? Por mais poderosa que a Google seja, sempre há boas alternativas para suas ferramentas. O Bing, por exemplo, foi uma das maiores surpresas do desafio. Apesar de ainda não estar no nível de qualidade do Google, a Microsoft vem fazendo um bom trabalho com ele;

– Sem dúvida, não foi fácil se adaptar às mudanças de um dia para o outro, no entanto, o fato de a Google possuir um grande leque de produtos com muita qualidade permite aos usuários se acomodar e parar de buscar ferramentas alternativas;

– Por estar sempre conectada com o que acontece no mundo da tecnologia, fiquei feliz por dois motivos: pelo Twitter não ser da Google e por usar uma conta no Hotmail, afinal, você já imaginou ficar uma semana sem ver seus emails? Certamente seria mais um "Epicfail" daqueles.
Como você pôde perceber, a Google não é tão soberana quanto parece. Obviamente, há usuários fãs da empresa que não a largam de jeito nenhum, isso é ótimo, pois se cria uma relação de confiança na marca e nos serviços. No entanto, se você quer experimentar um mundo sem Google, isso é totalmente possível, tendo em vista que ninguém é insubstituível – exceto o Gtalk no meu caso. Mas, é importante frisar: uma empresa que está presente no cotiano não é tão fácil de deixar de lado.

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